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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

MEMÓRIA | K-ximbinho

Sebastião de Barros
 20/1/1917 Taipu, RN 
 26/6/1980 Rio de Janeiro, RJ

K-Ximbinho, nome artístico de Sebastião de Barros (Taipu, RN 20 de janeiro de 1917 — 26 de junho de 1980), foi um compositor, arranjador, clarinetista,saxofonista e maestro brasileiro.
Sebastião Barros nasceu na cidade de Taipu (Rio Grande do Norte). Iniciou seus estudos de clarinete frequentando a banda de sua cidade. Posteriormente, mudou-se com a família para Natal. Chegou a participar, junto a outros estudantes secundaristas, de um conjunto de jazz, o Pan Jazz. Participou também da banda de sua corporação no exército.
Em 1938, ano em que Severino Araújo assumiu a direção da Orquestra Tabajara, K-Ximbinho entrou para o grupo, no qual permaneceu até 1942, quando se transferiu para o Rio de Janeiro. Integrou, nesse ano, a 'Orquestra do Maestro Fon-Fon' e depois a de Napoleão Tavares. Em 1945, quando a Orquestra Tabajara já estava no Rio, voltou a integrar o grupo, permanecendo até 1949. Seu primeiro Choro gravado foi Sonoroso (com Del Loro ), pela Continental, em 1946. Até hoje esse é um de seus choros mais famossos.
Participou, com muitos dos importantes instrumentistas brasileiros da época, dos anos de ouro do rádio, acompanhando artistas em evidência, e também teve muita importância no circuito de orquestras e danceterias , tendo participado em 1955 do grupo da famosa danceteria 'Sachas'. Também participou da então incipiente televisão brasileira, como orquestrador da TV Globo na década de 60.
Seus maiores sucessos, além de 'Sonoroso', são 'Eu quero é sossego', 'Sonhando' 'Sempre', entre outras. Faleceu no Rio de Janeiro em 26 de junho de 1980 depois de gravar seu último disco.

Clarinetista e saxofonista dos melhores que o país já teve.

Segundo o maestro Paulo Moura, K-Ximbinho foi "o mais original dentre os instrumentistas que se dedicaram à orquestra popular urbana". Dedicou-se ao "jazz", ao choro e ao conjunto regional. "Sua atuação no "jazz" do Brasil é marcada pela criação de formações camerísticas, orquestrando para instrumentos até então pouco utilizados nas pequenas formações." Foi ainda um importante divulgador do choro, por meio de obras como "Sonhando" e "Sonoroso". Em 1938, ingressou na Orquestra Tabajara, do maestro Severino Araújo, onde permaneceu até 1942. Nesse mesmo ano, passou a integrar a orquestra do maestro Fon-Fon. Na gravação da música "Maria Helena", feita por Francisco Alves na Odeon, fez o solo de clarineta. Em 1943, passou a atuar na orquestra de Napoleão Tavares. Em 1945, apresentou-se em vários shows na boate Night and Day. Ainda nesse ano, retornou à Orquestra Tabajara, onde ficou até 1949, como primeiro saxofonista.
Fez parte do regional da Rádio Tabajara da Paraíba. Sua primeira composição gravada foi "Sonoroso", em parceria com Del Loro, lançada pela Orquestra Tabajara em 1946 na Continental. Em 1948, teve seu choro "Sonhando", gravada por Ademilde Fonseca com acompanhamento de seu conjunto. Em 1949 atuou na orquestra da Rádio São Paulo e no famoso Dancing Avenida, do Rio de Janeiro. Em 1950, fez uma excursão pelo Brasil como integrante de uma orquestra organizada pela norte americana Jovita Leiros. Em 1951, trabalhou na Rádio Nacional e logo depois na boate Casablanca.
Em 1953 gravou ao clarinete pela Continental os choros "Perplexo" e "Tudo passa", ambos de sua autoria. Em 1954, gravou com seu conjunto o maxixe "Começou o baile" e o "Baião potiguar", de sua autoria. No mesmo ano, fez excursão à Europa. Ao retornar, passou a trabalhar como arranjador na gravadora Odeon, além de atuar na boate Sacha's.
Em 1955, gravou com sua orquestra na Continental o samba "A fonte secou", de Monsueto Menezes, Tuffic Lauar e Marcléo e o choro "Gilka", de sua autpria. Em 1956, gravou com seu conjunto na Odeon, tocando clarinete, o fox "Ama-me ou esquece-me", de Donaldson e Kahn e o choro "Murmurando", do maestro Fon-Fon. No mesmo ano, gravou com seu conjunto melódico o samba "Jura", de Sinhô. Em 1958, lançou pela Polydor o LP "Em ritmo de dança". Em 1959 assinou contrato com a Polydor para trabalhar como arranjador e lançou na mesma gravadora o LP "O samba de Cartola", com músicas do compositor mangueirense.
Em 1961 lançou o LP "K-Ximbinho e seus play boys", também pela Polydor. Em 1965 passou a integrar o conjunto Sete de Ouro, com o qual atuou até 1968. Nessa época, trabalhou como arranjador na TV Globo e integrou a Orquestra Sinfônica Nacional, da Rádio MEC. Em 1978 venceu um concurso de choros promovido pela TV Bandeirantes com "Manda brasa", sua última composição. Em 1980, participou da gravação do LP "Saudades de um clarinete", só com músicas suas, todas arranjadas por ele, interpretadas, sob sua regência, por um time de grandes instrumentistas, Rafael Rabelo, Paulo Sérgio Santos, Zé Bodega, Airton Barbosa, Carlos Rato, entre outros.
Mais nos blogs O Nordeste e Vinyl Maniac

"Sonoroso"

"Tô sempre aí"

"Meiguice"


Discografia

Duetos

Saudades de um clarinete (1981)

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