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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Hossegor - Matacavalo (2011)


Logo que pensamos sobre rock instrumental no Brasil é possível observarmos dois grupos bem definidos de propagadores desse gênero. De um lado estão aqueles que prezam por um tipo de som grandioso, tornado por referências etéreas e uma sonoridade que diversas vezes se entrelaça por elementos experimentais. Já o segundo grupo é composto por artistas que primam por uma musicalidade menos complexa, muitas vezes carregada de crueza e que (obviamente) se afasta de qualquer possível ligação com o plano do etéreo ou do ambiental. A potiguar Hossegor claramente faz parte desse segundo grupo.
Afundados até o talo nos sons exaltados pela década de 1970 – embora uma fina camada de rock alternativo dos anos 90 esteja por todos os lados da obra -, a banda vinda de Natal, Rio Grande do Norte transforma as oito composições de seu primeiro álbum, Matacavalo (2011, DoSol), em uma sequência de rifes sujos e guitarradas carregadas de crueza. Entre exaltações a Jimi Hendrix e um sentimento compartilhado com o trabalho do Alice in Chains, a banda tira proveito de cada um dos pouco mais de 30 minutos do trabalho, permitindo que o público respire apenas ao final do álbum.

Livres de quaisquer exageros instrumentais, todas as composições do disco surgem inundadas por uma fluidez sonora repleta de sujeira, encontrando na tríade guitarra-baixo-bateria a força suficiente para movimentar toda a engrenagem musical do registro. Mesmo simples as canções passam longe de se materializar como produtos musicais de acústica pobre, materializando em uma bem planejada soma de guitarras fortes o caminho perfeito para que a banda caminhe até o final do disco sem se deparar com quaisquer percalços ou mínimos problemas que possam prejudicar o rendimento do álbum.

Seja através da fluidez ágil de composições mais curtas como UnderfocagroundO Retorno, ou desenvolvendo uma sonoridade mais ampliada, como a exposta na quase gigante A Cavalaria, tudo no interior de Matacavalo acaba se movimentando de maneira dinâmica e sempre intensa. Se faltam vozes às faixas do álbum, a trinca de integrantes faz com que seus instrumentos acabem cantando (ou berrando) em seu lugar, transformando o disco em uma pequena, porém efetiva sucessão de belos acertos.
Fonte: clique aqui


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