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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Roberta Sá - Braseiro (2005)

Braseiro é o real álbum de estréia de Roberta Sá. Produzido por Rodrigo Campello, o trabalho traz um repertório de dez faixas muito bem escolhidas, entre elas, "Pelas Tabelas" o samba de 1984, um dos melhores de Chico Buarque, "Casa Pré-Fabricada", do Los Hermanos, além de "Lavoura", com a participação de Ney Matogrosso. Vale a pena conferir!

Aos 24 anos, Roberta Sá lança seu primeiro CD colhendo inúmeros elogios. Ela começou a chamar a atenção ao ter a gravação de "A Vizinha do Lado" (Dorival Caymmi) incluída na trilha sonora da novela "Celebridade". A voz suave e melodiosa agradou a muita gente que perguntava de quem era aquela voz. Produzido por Rodrigo Campello o CD tem o samba como base. A faixa que abre o disco reforça esse conceito: "Eu sambo mesmo com vontade de sambar/É só no samba que eu sinto prazer", diz Janet de Almeida em "Eu Sambo Mesmo", música imortalizada na voz de João Gilberto. Pedro Luís compôs "No Braseiro" especialmente para Roberta e ainda participa da faixa com o grupo A Parede. Eles também comparecem na faixa "Ah, se eu vou" de Lula Queiroga. "Casa Pré-Fabricada" (Marcelo Camelo) foi pescada pela cantora no CD do grupo Los Hermanos "Bloco do Eu sozinho". Ney Matogrosso também dá o seu aval dividindo os vocais em "Lavoura" (Teresa Cristina/Pedro Amorim). "Cicatrizes" (Miltinho/Paulo Cesar Pinheiro) tem o auxílio luxuoso do MPB-4, grupo responsável pelo lançamento da canção em 1972. Roberta resgata uma parceria pouco conhecida de Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho - ambos entusiastas do trabalho da moça - "Valsa da Solidão". O samba de Caymmi que alavancou sua carreira também está no repertório. O CD conta com músicos do primeiro time como Marcos Suzano, Armando Marçal, Dirceu Leite, Wilson das Neves, Zeca Assumpção, Marcos Nimrichter, entre outros. Uma estreia promissora. (Marcus Fernando) A jovem cantora Roberta Sá apresenta o seu "Braseiro" com jeito de veterana. Em pouco mais de três anos, a música passou de coadjuvante à protagonista na vida de Roberta, desde que ela teve a certeza de que esse era o caminho. Um show no Mistura Fina, em 2002, foi uma espécie de marco zero na conquista de "aliados" de peso. Felipe Abreu, que assina a direção do vocal de "Braseiro", estava e lá e foi o primeiro grande incentivador de Roberta. Os músicos Paulo Malagutti e Rodrigo Campello entraram em cena na produção de uma demo com cinco músicas, produzida em 2003. Natural do Rio Grande do Norte, radicada no Rio de Janeiro desde os nove anos, Roberta sorri e confessa: "depois de pronta, resolvi fazer a demo chegar às mãos de Gilberto Braga, que estava por estrear a novela "Celebridade", e Mariozinho Rocha - produtor musical da TV Globo. As músicas da demo não casavam com os personagens, mas o Gilberto queria incluir o samba "A Vizinha do Lado", de Dorival Caymmi, e me convidou pra gravá-lo". O tema da personagem Jaqueline Joy foi destaque absoluto de "Celebridade" - faltou apenas ligar o nome, à pessoa. O repertório de "Braseiro" é uma declaração de amor à música popular brasileira. Já na primeira faixa, "Eu Sambo Mesmo", Roberta "encara" um samba imortalizado por João Gilberto. "Essa foi a primeira que decidi gravar. A letra traduz exatamente o que eu queria dizer na abertura do disco. A inclusão de um Chico Buarque, menos óbvio, com "Pelas Tabelas" também é afetiva: "costumo dizer que na minha família, a gente não gosta do Chico. Somos devotos a ele", declara a cantora. A inédita "No Braseiro" foi composta por Pedro Luís, especialmente, para Roberta gravar. O músico também divide os vocais e empresta sotaque carioca ao repertório. Já "Casa Pré-fabricada" ficou na cabeça de Roberta, desde que ela escutou o álbum "Bloco do eu Sozinho", do Los Hermanos. "Não conseguia parar de ouvir essa canção. E olha que isso foi antes do Marcelo Camelo virar unanimidade nacional", brinca. A canção "Lavoura" conta com os vocais requintados de Ney Matogrosso e foi um presente de Tereza Cristina. "Liguei e pedi uma canção para a Tereza. A minha gravação acabou saindo depois da que ela fez em seu último disco, mas a canção era inédita na época", diz Roberta. As influências nordestinas de Roberta estão presentes em dois momentos. A canção "Ah, Se Eu Vou", de Lula Queiroga, foi um caso de empatia instantânea. "Ouvi num show de Pedro Luís e a Parede e, no dia seguinte, estava gravando", lembra Roberta. Já Rodrigo Maranhão, conheci através do Rodrigo Campello. O CD fecha com "Olho de Boi", de Maranhão. "Valsa da Solidão" é uma homenagem a Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho. A avó de Paulinho, Dona Julia, é conterrânea do meu avô. Ambos nasceram em Ceará-Mirim (RN), e Paulinho ficou amigo de meu avô nas visitas que fez por lá. Queria gravar Paulinho e encontrei uma referência à essa música na internet: um amigo copiou a faixa de uma coletânea rara da Elizete Cardoso e me mandou em MP3". A clássica "Cicatrizes", título de um célebre álbum do MPB 4, ganhou nova versão, com participação do grupo. "Já conhecia "Cicatrizes" de ouvir em casa, aquela coisa da memória afetiva. Só precisei me lembrar da letra. Decidimos convidar o MPB 4 e eles toparam na hora", comemora Roberta. Roberta Sá  ganhou o prêmio de cantora revelação pelo Rival e concorreu ao prêmio de melhor CD pela Revista Bravo. Outras referências de respaldo podem ser constatadas pela crítica na imprensa: 
"Braseiro apresenta a voz e o gosto apurado de Roberta Sá"
Folha de São Paulo"
"Sua voz revela identidade de estrela"
Revista Época
"Estréia assim é coisa rara. Roberta Sá não será: Roberta já é".
Jornal do Brasil
"O estupendo primeiro disco de Roberta Sá revela cantora inteligente e de impressionante leveza na voz".
Isto é Gente
"Roberta tem belo timbre, usado com segurança e frescor admiráveis"
O Globo

Fonte: Blog Canto Potiguar


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