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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Antonio de Pádua - Um Olho No Peixe, O Outro No Gato (2010)

Foto - Reprodução/INTERNET
Tendo como esteio as cadências nordestinas, o multi-instrumentista Antônio de Pádua mescla a música instrumental brasileira com ritmos contemporâneos em seu CD “Um olho no peixe e outro no gato”, O autor diz que o nome do disco expressa a dualidade do estilo rústico com o moderno. “Trata-se do típico jeitinho brasileiro, de estar sempre atento a tudo que acontece ao seu redor. E justamente por ter essa percepção, que eu resolvi misturar a música de raiz com ritmos sofisticados”, diz Pádua.
O paraibano arraigado em Natal, também é professor de cavaquinho, trompete e pandeiro do Instituto de Música Waldemar de Andrade (IMWA) e maestro da Banda Independente da Ribeira e da Banda de Música de Goianinha-RN. Influenciado por Pixinguinha, Jacob do Bandolim, K-Ximbinho, Heitor Villa-Lobos, Hermeto Pascoal, Miles Davis e Chet Baker, ele conta que o carinho pela música surgiu desde os tempos de menino, ao ver o pai tocar violão. Pádua fala que sua mãe, vendo o interesse do filho, começou a comprar-lhe instrumentos variados. Sem ajuda profissional o garoto aprendeu sozinho a tocá-los. “Ela me vestia de palhaço e me levava pra me apresentar na escola em que ela trabalhava. Era um sucesso”, conta.
Com 11 anos, Pádua já tinha entrado no universo das bandas marciais, tocando caixa, e logo após, corneta, no grupo do colégio em que estudava. Depois disso, ingressou na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) para ser bacharel em trompete, graduando em 1998. Mas durante este período, passou em um concurso para professor de cavaquinho no Instituto de Música Waldemar de Andrade (IMWA). O músico conta que, embora estudasse Trompete, sempre teve verdadeira paixão pelo Choro. “Acredito que comecei realmente minha carreira como instrumentista depois do IMWA”, confessa.

Além dos dois instrumentos, Pádua ainda toca pandeiro e violão de sete cordas. “Eu ‘arranho’ outros, mas não digo que toco, porque acredito que pra alguém chegar e dizer que toca um instrumento tem que saber mesmo”, diz. Seguindo os passos do músico, sua esposa Roberta Karin e os dois filhos, João Vitor, e Matheus, também enveredaram naturalmente pela profissão, e tocam percussão, flauta e bateria.
FOTO: Reprodução/INTERNET
Vencedor de vários prêmios, o multi-instrumentista ganhou o “Cosern Musical” de Melhor Show em 2006 e o troféu “Poti” de Música do Diário de Natal, por seu primeiro CD lançado em 2004, intitulado ‘Sentimento Nordestino’. Com arranjos e produções próprias do músico, o disco explorou os ritmos brasileiros, incluindo o samba e o choro, além da forte influência do Jazz americano.
Embora tendo o seu talento reconhecido, Pádua diz que viver de música é complicado. “Ganhar dinheiro não é fácil em qualquer atividade. É preciso muito estudo, dedicação e competência. A situação ainda é difícil pra quem quer viver de música, mas especialmente para os instrumentistas, que ainda são muito negligenciados pelo fato de não cantarem. Quem não canta, não chama muita atenção”, fala.
Segundo Pádua, o Rio Grande do Norte é um Estado riquíssimo, musicalmente falando. O músico diz que cada vez mais percebe talentos não só no âmbito nacional, mas no norte-riograndense também. “Posso citar Cruzeta, (cidade do interior do estado) que respira música, além de dois alunos meus que possuem um estilo próprio e já atingiram um reconhecimento, como Diogo Guanabara e Rafael Almeida”, aponta. Mas o professor ainda lamenta a falta de incentivo para a música, e principalmente, para a sua classe no Estado. “É preciso ressaltar a importância de projetos como o Som da Mata, por exemplo, que são fantásticos, mas muitas vezes não sobrevivem porque a resistência à música instrumental ainda é grande demais”, explica o paraibano.
Aos 34 anos, Pádua afirma que um dos seus projetos futuros é lançar quatro métodos sobre os quatro instrumentos que toca, com foco na música brasileira. Ele adianta que já tem uma boa parte do material pronta, mas que ainda não o finalizou por questão de patrocínio.

FONTE: Clique Aqui
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http://www.mediafire.com/?73k4f8uckn247ux
Local: Natal, RN, Brasil R. Câmara Cascudo, 1-133 - Ribeira, Natal - RN, 59025-280, Brasil

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